
Eleições 2026: Mogi das Cruzes e Alto Tietê ampliam representação política em Brasília e na Alesp

André do Prado conquista vaga no Senado Federal e Marcos Damásio garante reeleição para a Assembleia Legislativa; região também elege deputados federal e estadual
Por Jornal Pauta Anexa
As Eleições 2026 confirmaram a força política do Alto Tietê e colocaram novamente a região em destaque no cenário estadual e nacional. Com candidatos disputando vagas para o Senado Federal, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), Mogi das Cruzes e municípios vizinhos registraram votações expressivas e conquistaram importantes espaços de representação.
Entre os resultados mais relevantes está a eleição de André do Prado (PL) para o Senado Federal. Ex-prefeito de Guararema e então presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, o político tornou-se o principal representante do Alto Tietê na Câmara Alta do Congresso Nacional.
Senado: Alto Tietê conquista espaço em Brasília
A eleição de André do Prado representa um marco para a região, que passa a contar com um representante direto no Senado Federal. Ao longo da campanha, o candidato destacou sua experiência administrativa e legislativa, além da defesa de pautas voltadas ao desenvolvimento dos municípios paulistas.
A vitória fortalece a presença política do Alto Tietê em Brasília e amplia a capacidade de articulação regional junto ao Governo Federal.
Disputa para deputado federal mobilizou lideranças de Mogi
A corrida por uma vaga na Câmara dos Deputados reuniu diversos candidatos ligados a Mogi das Cruzes. Participaram da disputa Caio Cunha (Podemos), Felipe Lintz (PL), Francimário Vieira, o Farofa (PL), Dr. Otto Rezende (PSD), Dra. Deise Passos (PSB) e Rose Silva (MDB).
Além dos candidatos mogianos, nomes já conhecidos da política regional também buscaram apoio do eleitorado da cidade, entre eles Márcio Alvino, de Guararema; Rodrigo Gambale, de Ferraz de Vasconcelos; e Roberto Lucena, com atuação em Santa Isabel e Arujá.
Os mais votados em Mogi para deputado federal
A apuração municipal apontou os seguintes candidatos como os mais votados pelos eleitores mogianos:
Lucas Pavanato – 25.652 votos;
Márcio Alvino – 23.537 votos;
Caio Cunha – 19.266 votos;
Erika Hilton – 15.626 votos;
Farofa – 12.447 votos.
Apesar da expressiva votação obtida em Mogi, Caio Cunha e Farofa não conquistaram mandato federal. Já Márcio Alvino garantiu a reeleição, enquanto Rodrigo Gambale conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados.
Assembleia Legislativa teve forte participação mogiana
A disputa para a Assembleia Legislativa também contou com ampla participação de candidatos de Mogi das Cruzes. Estiveram na corrida eleitoral Delegado Del Poente (Novo), Dr. Gondim (Republicanos), Malu Fernandes (PL), Marcos Damásio (PL), Renan Oliveira (Podemos) e Rodrigo Valverde (PT).
Entre os candidatos mais votados no município para deputado estadual destacaram-se:
Rodrigo Ashiuchi (Suzano) – 28.560 votos;
Rodrigo Valverde (Mogi das Cruzes) – 20.929 votos.
Embora tenha alcançado votação expressiva na cidade, Rodrigo Valverde não obteve votos suficientes no conjunto do Estado para conquistar uma cadeira na Alesp.
Marcos Damásio garante permanência na Assembleia
O principal destaque mogiano para deputado estadual foi Marcos Damásio (PL). Com 156.691 votos em todo o Estado de São Paulo, o parlamentar conquistou a reeleição e continuará representando a região na Assembleia Legislativa.
A permanência de Damásio assegura a continuidade de uma representação direta de Mogi das Cruzes no Parlamento paulista.
Balanço dos resultados
Entre os candidatos diretamente vinculados a Mogi das Cruzes, apenas dois conquistaram mandato:
Eleitos
André do Prado (PL) – Senador da República;
Marcos Damásio (PL) – Deputado Estadual (reeleito).
Não eleitos
Caio Cunha;
Felipe Lintz;
Francimário Vieira (Farofa);
Dr. Otto Rezende;
Dra. Deise Passos;
Rose Silva;
Rodrigo Valverde;
Malu Fernandes;
Dr. Gondim;
Delegado Del Poente;
Renan Oliveira.
Representação regional sai fortalecida
Além dos resultados obtidos pelos candidatos de Mogi das Cruzes, o Alto Tietê ampliou sua presença política com a eleição de Rodrigo Gambale para deputado federal, a reeleição de Márcio Alvinopara a Câmara dos Deputados e a eleição de Rodrigo Ashiuchi para a Assembleia Legislativa.
O cenário pós-eleitoral indica que a região continuará exercendo influência relevante nas discussões estaduais e federais, mantendo representantes em diferentes esferas do Poder Legislativo e fortalecendo a interlocução em temas como infraestrutura, mobilidade, saúde, educação e desenvolvimento regional.
“Com representantes em Brasília e na Assembleia Legislativa, o Alto Tietê inicia um novo ciclo político, cujo sucesso ser á medido não apenas pelo número de mandatos conquistados, mas pela capacidade de transformar demandas históricas da região em políticas públicas efetivas.”
Fontes: Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Tribunal Superior Eleitoral (TSE), resultados oficiais das Eleições 2026, totalização estadual e federal, listas de candidatos eleitos para a Câmara dos Deputados, Senado Federal e Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
Política não é torcida: a ilusão das certezas ideológicas

EDITORIAL
01 : COBERTURA
Explicar se a política de hoje e a de ontem são ou foram as mesmas coisas não é tarefa simples. Essa reflexão não é para amadores e não se trata de torcida por um lado ou outro, mas de compreender política como campo de poder e conflito, ação coletiva, sistemas e ideologias.
A ideologia, nesse contexto, atua em conjunto com o sujeito e o discurso, que não está restrito aos palanques políticos, mas atravessa diferentes dimensões sociais, como a linguagem, a comunicação, a intenção comunicativa e a análise social.
Dessa forma, como afirma Michel Foucault, “o discurso não é só fala ou texto — é um sistema que define o que pode ser dito, pensado e considerado verdade em uma sociedade”. Nesse sentido, o discurso não apenas descreve a realidade, mas também a organiza e a produz.
Ao se examinar outros autores e suas concepções sobre política, observa-se um ponto de convergência: para alguns, a política está relacionada ao domínio e à autoridade (Max Weber); para outros, à participação e à liberdade (Hannah Arendt); também pode ser entendida como um processo institucional (David Easton); como disputa cultural e ideológica (Antonio Gramsci); ou ainda como cálculo estratégico (Anthony Downs).
Comparar esses autores modernos com os clássicos ajuda a compreender o que mudou — e o que permanece — na ideia de política. Nesse sentido, destaca-se Aristóteles, para quem a política possui um objetivo ético: alcançar o bem comum e a vida boa. Governar bem significa promover a virtude e a justiça.
Em contraste, Maquiavel rompe com essa perspectiva moral ao afirmar que a política não se orienta pela ética, mas pela manutenção do poder e da estabilidade do Estado.
Atualmente, observa-se com frequência uma forte presença do aspecto ideológico na política, marcada por polarizações como “eles contra nós”, extrema direita versus extrema esquerda e disputas entre conceitos associados ao marxismo e ao capitalismo. Nesse último ponto, há críticas históricas importantes, mas também semelhanças estruturais entre sistemas diferentes.
Por exemplo, embora se discuta a oposição entre marxismo e capitalismo, na prática nenhum país funciona de forma “pura”. Economias capitalistas modernas apresentam forte intervenção do Estado, como em sistemas de saúde pública, tributação e legislação trabalhista. Da mesma forma, experiências inspiradas no marxismo também desenvolveram estruturas estatais complexas e variadas.
Dessa forma, quando se discute política, percebe-se que ela envolve o sujeito, a ideologia e o discurso. A partir do que foi exposto, é possível identificar dois níveis de compreensão: uma política ampla, fundamentada em diferentes autores de Aristóteles a Foucault, e uma política contemporânea frequentemente marcada por vieses ideológicos extremistas.
Diante disso, surge uma questão central: como sair de uma visão política extremista?
Como mostram os autores citados, a política é permeada por conflitos, contradições e ambivalências — e não por respostas simples. Sair de uma visão extremista envolve diversificar fontes, reduzir certezas, aceitar a complexidade, separar identidade pessoal de opinião e reconstruir o pensamento crítico.
Em síntese, autores como Isaiah Berlin (pluralismo), Hannah Arendt (pensamento crítico e responsabilidade), Michel Foucault (poder e discurso), Norberto Bobbio (equilíbrio democrático) e Max Weber (realismo político) ajudam a compreender que: não existe uma única verdade política simples; valores entram em conflito constantemente; o poder está distribuído em múltiplas esferas da sociedade; e a democracia se baseia na convivência das diferenças, e não na vitória absoluta de um único lado.
PAUTANEXA : INFORMAR E PROVOCAR REFLEXÃO : COBERTURA GLOBAL COM PROFUNDIDADE : ANÁLISE DE DIFERENTES PERSPECTIVAS : JORNALISMO PROFISSIONAL :
02 : BRASIL
REFLITA O HOJE. EDI ÇÃO ESPECIAL DISPONÍVEL PARA A COMUNIDADE PAUTANEXA.
Análise e Perspectivas Contemporâneas

Economia
A volatilidade monetária e o novo equilíbrio das potências emergentes.

Tecnologia
Privacidade algorítmica: O custo invisível da inovação acelerada.

Sociedade
Educação estrutural: O impacto do letramento digital nas frentes de trabalho.

Clima
O degelo da Antártida e a redefinição das rotas comerciais globais.

Política
Reformas institucionais: O diálogo entre o poder público e a vontade popular.

Cultura
Urbanismo e identidade: Como os novos centros culturais redefinem o bairro.
Análise e Reflexão Crítica
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